Quarta, 04 de novembro de 2009, 03h47
16/10/2009
Seminário em Cingapura antecede o Latin Asia Business Forum, principal evento da Ásia para a apresentação de projetos de investimentos na América Latina
Para mostrar às empresas e aos investidores de Cingapura e de outros países asiáticos a estrutura e as possibilidades de negócios em dois segmentos com grande potencial no Brasil, infraestrutura e semicondutores, a Apex-Brasil realiza o evento Invest in Brasil – Singapore Seminar. Com o apoio da ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial) e da IE Singapore (International Enterprise Singapore) – agência ligada ao Ministério de Comércio e Indústria de Cingapura – o evento acontecerá nos dias 10 e 11 de novembro, em Cingapura, antecedendo a realização do Latin Asia Business Forum, no dia 12, que funciona como plataforma única de negócios na Ásia com foco em oportunidades de comércio e investimentos na América Latina.
O Invest in Brasil – Singapore Seminar será aberto com uma plenária que dará uma visão da atual cena econômica brasileira, levando em conta os efeitos e perspectivas do pós-crise. Em seguida, o evento será dividido em duas sessões paralelas. A sessão sobre infraestrutura divulgará, especialmente, oportunidades de investimentos que surgem em função da realização da Copa do Mundo 2014 no Brasil.
Na sessão de semicondutores, os destaques serão os programas federais de desenvolvimento do setor, assim como as iniciativas de governos estaduais para atrair incentivos neste segmento. O Invest in Brasil contará com a participação de representantes dos estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e do Distrito Federal, que irão apresentar oportunidades de projetos nos dois segmentos destacados.
O Brasil é, atualmente, o principal destino de Investimentos Estrangeiros Diretos na América Latina. Em 2007 o IDE atingiu US$ 35 bilhões e, em 2008, chegou a US$ 45 bilhões. A participação do Brasil em todos os investimentos estrangeiros diretos feitos no mundo passou de 1,97% em 2007 para 2,8% em 2008. Para Alessandro Teixeira, presidente da Associação Mundial das Agências de Promoção de Investimentos (Waipa) e da Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), a crise econômica mundial terá impacto no nível de investimentos no Brasil, mas a queda deve ser menor do que a média de 40% de diminuição nos IEDs esperada para o resto do mundo.
Para Teixeira, em 2009 o Brasil deve manter a posição que conquistou como destino de investimentos diretos depois do grande salto registrado nos últimos anos. \\"A América Latina, em 2000, tinha menos de 4% dos investimentos mundais. Em 2009, isso deve ficar em 6% ou 7%. E o Brasil tem 30% de todo investimento da América Latina”, afirma. O crescente interesse que o Brasil tem despertado entre os investidores internacionais é justificado por um cenário de crescimento econômico sustentado, combinando equilíbrio fiscal, instituições sólidas, inclusão social, regime democrático e mercado interno aquecido, além de outros atributos singulares que fazem do Brasil um destino seguro para os investimentos. O Brasil é grande exportador mundial de diversos produtos, cada vez mais competitivos, de alto valor agregado e alta tecnologia, sendo referência, por exemplo, na fabricação de aeronaves e no desenvolvimento de biocombustíveis.
O presidente da Waipa aponta os setores de energia (renovável ou natural), infraestrutura, serviços, turismo, agricultura e tecnologia da informação como os que concentrarão o maior volume de investimentos estrangeiros diretos (IEDs) nos próximos anos. E o Brasil tem oportunidades a oferecer aos investidores em todas essas áreas.
Infraestrutura – Principais dados
O Brasil tem um ambiente regulatório bem definido para o setor de infraestrutura e conta com sete agências de nível federal (para os setores de telecomunicação, energia elétrica, óleo e gás, transporte terrestre, transporte aquaviário, transporte aéreo e recursos hídricos), 21 agências de nível estadual e cinco de nível municipal. O país dispõe de um arcabouço legal sólido e que permite as Parcerias Público Privadas (PPPs).
Os investimentos em infraestrutura vêm crescendo no Brasil a cada ano: segundo dados da ABDIB (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base), em 2003 somaram US$ 28,3 bilhões e, em 2008, atingiram US$ 54,2 bilhões. Do total de investimentos neste período, 57,5% vieram do setor público e 42,5% do setor privado.
A ABDIB estima que a necessidade de investimentos anuais em infraestrutura no Brasil, pelos próximos cinco anos, é de US$ 81,7 bilhões, sendo US$ 14,4 bilhões no setor de energia elétrica, US$ 38,2 bilhões no setor de óleo e gás, US$ 12,2 bilhões em transporte e logística, US$ 6,9 bilhões em saneamento básico e US$ 10 bilhões em telecomunicações.
Para a Copa de 2014, haverá necessidade de construção de novos estádios e diversas demandas de investimentos nas 12 cidades sede do evento (infraestrutura de portos, aeroportos e estradas, saneamento, eletricidade, telecomunicações, hotelaria, setor turístico, rede hospitalar e segurança pública).
Semicondutores – Principais dados
Em sua Política de Desenvolvimento Produtivo, o Governo brasileiro selecionou alguns setores que são estratégicos para a criação de inovação no país e para os quais são oferecidos incentivos fiscais e financeiros. As tecnologias de comunicação e inovação são uma dessas opções e o setor de semicondutor é chave neste contexto.
Assim, o Brasil oferece alguns incentivos para o investimento em semicondutores, como a isenção de tributos federais para produtos, Pesquisa e Desenvolvimento e importação de equipamentos.
O setor industrial tem um importante peso na estrutura produtiva brasileira: a participação da indústria no PIB do Brasil é de 30%, um percentual significativo quando comparado à China (24%) ou Índia (19%).
O mercado de semicondutores no Brasil estava, em 2008, em US$ 3,24 bilhões. E o segmento de Circuitos Digitais Integrados (Digital IC) somava US$ 616,8 milhões no ano passado.
Por ser indutora do desenvolvimento tecnológico e grande responsável pelo déficit, em 2008, de US$ 15 bilhões na balança comercial do complexo eletrônico brasileiro, a indústria de componentes eletrônicos (que inclui semicondutores e displays) recebe especial atenção do Governo Federal, que mantém um grupo de trabalho formado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Ministério da Ciência e Tecnologia, Apex-Brasil, ABDI e BNDES. Após ter formatado um pacote atrativo de incentivos federais e garantido a formação de mão-de-obra qualificada, o grupo trabalha na promoção do Brasil como destino atrativo para empresas estrangeiras, negociando diretamente com indústrias do setor.
Veja também:
Cidadania Italiana |
Cidadania Americana |
Cidadania Brasileira |
Cidadania Portuguesa |
Cidadania Australiana |
Cidadania Alemã
Voltar
Brasília: SCN - Quadra 2 - Bl A - cj. 503/504 - Corporate Financial Center
Tel/Fax: (61) 3329-6026/(61) 3036-6060 - Brasília - DF CEP:70.712-900 |
|
Campinas: Av. Dr. José Bonifácio Coutinho Nogueira, 150 - Térreo - Jd. Madalena
Tel/Fax: (19) 3707 - 1531 - Campinas - SP CEP: 13.091-611 |
Curitiba: Rua Comendador Araújo, 499 – 10º andar - Bairro do Batel
Tel/Fax: (41) 2626 - 1283 - Curitiba - PR CEP: 80.420-000 |
Rio de Janeiro: Praia de Botafogo, 300 - 5º andar- Bairro de Botafogo
Tel/Fax: (21) 2158-1116 - Rio de Janeiro-RJ CEP: 22.250-905 |
Recife: Rua Padre Carapuceiro, 733 - 4º andar - Boa Viagem
Tel/Fax: (81) 2122-3043 - Recife-PE CEP: 51.020-230 |
São Paulo: Rua Barão de Capanema, 343, 6º andar - Cerqueira César
Tel. 55 (11) 4062-0160 - 55 (11) 8752-1090 - CEP: 01411-011 |
Salvador: Av. Tancredo Neves, 450 – 16º andar - Caminho das Árvores
Tel/Fax: (71) 3340-0651 - Salvador - BA CEP: 41.820-020
|
|
Correspondentes: Alemanha, Argentina, Canadá, Espanha, Estados Unidos, França, Itália, Estônia, Letônia, Lituânia, Holanda, Polônia, Portugal, Rússia, Ucrânia |
|