Já que "China continental" descreve uma área mais política e econômica do que geográfica, geralmente inclui as ilhas administradas pela RPC, como Hainan. O termo é usado tanto na própria China continental quanto em Taiwan, porque é um termo neutro e não faz implicações com o estado político de Taiwan.
Mais recentemente, o termo Zhōngguó nèidì (內地, lit. "as regiões interiores da China") tornou-se o termo mais comum usado dentro da China continental para referir-se à área, mas o termo é pouco usado fora da região.
O termo mainlander ("continental") em inglês é uma tradução de wàishěng rén (外省人, lit. "pessoa(s) da província externa"), que é usado em Taiwan para chamar as pessoas que migraram para a ilha vindas da China continental, perto do fim da Guerra Civil Chinesa em 1949. Os filhos dos wàishěng rén, mesmo nascidos em Taiwan, também acabam sendo chamados assim. Mas mainlander também pode significar dàlù rén (大陸人, lit. "pessoa(s) do continente"), as pessoas que moram atualmente na China continental e aqueles poucos que migraram para Taiwan recentemente.
A economia chinesa é notada por alto nível de crescimento orientado à exportação. A sua transformação em economia mista[5], foi iniciada por Deng Xiaoping em 1978, após a falha da economia planificada em desenvolver os sistemas produtivos chineses a níveis aceitáveis[6].
As reformas de Xiaoping incluíram a privatização das fazendas, o que pôs fim à agricultura coletiva[7], e de indústrias estatais que fossem consideradas de baixo desempenho na época, como mineração e produtos básicos (roupas, processamento de alimentos), entre outras. Em 1997 a China abandonou de vez o socialismo de mercado para o capitalismo convencional, acabando com o principio de propriedade estatal e executando um segundo maciço programa de privatização. Para selar sua condição de economia globalizada, em 2001 a China foi aceita na Organização Mundial do Comércio.[8]. Atualmente, 70% da economia da China é privada, e este número continua crescendo[9].
Este robusto crescimento econômico, combinado com excelentes fatores internos como estabilidade política, grandes reservas em moeda estrangeira (a maior do mundo, com US$ 818,9 bilhões)[10], mercado interno com enorme potencial de crescimento, faz com que a China seja atualmente um dos melhores locais do mundo para investimentos estrangeiros, com uma avaliação de risco (Moody's) A2, índice considerado excelente[11].
Houve nos últimos anos um aumento significativo da qualidade de vida dos chineses. Apenas 10% da população vive abaixo da linha da pobreza e 99,8% dos jovens são alfabetizados (em comparação com 69,9% da década de 1980). A expectativa de vida chinesa é a terceira maior do leste asiático, com 71,9 anos, atrás de Japão, com 82,2, e de Coréia do Sul, com 77,3.
Apesar do progresso significativo dos últimos anos, existem grandes obstáculos para o crescimento chinês a longo prazo. A rápida piora da distribuição de renda é um desses problemas, com um coeficiente de Gini em 44,1 e cada vez maior[12]. Outro grande problema é o previdenciário que, com a política de uma criança apenas e aumento da expectativa de vida, está começando a apresentar grandes desequilíbrios no fluxo de caixa, sendo cada vez menor a relação entre trabalhadores contribuintes por aposentado. Outro problema é a diferença de desenvolvimento econômico entre as áreas costeiras, principalmente ao norte da China, e o seu interior, ainda predominantemente agrário e de baixa renda, o que foi exarcebado com a liberação do mercado, pois os investidores preferem investir em áreas com melhor infraestrutura e trabalhadores mais qualificados[13].
A China tem uma reputação de produtor de bens industriais a baixo custo. Este fato se deve a sua mão-de-obra barata, o não pagamento de licenças de alguns produtos e os baixos impostos.
República da China, na ilha de Taiwan, tem uma economia capitalista dinâmica com uma orientação governamental do investimento e do comércio externo que vai decrescendo gradualmente. De acordo com esta tendência, alguns grandes bancos e indústrias públicas estão a ser privatizadas. O crescimento real do PIB foi em média de cerca de 8% durante as últimas três décadas. As exportações ainda cresceram mais depressa e forneceram o principal ímpeto para a industrialização. A inflação e o desemprego são baixos, o excedente comercial é substancial e as reservas de divisas são as terceiras maiores do mundo. A agricultura é responsável por 3% do PIB, tendo descido de 35% em 1952. As indústrias tradicionais de mão-de-obra intensiva têm vindo a ser transferidas para outros países e a ser substituídas por indústrias mais dependentes do capital e da tecnologia. Taiwan tornou-se um investidor importante na China continental, na Tailândia, na Indonésia, nas Filipinas, na Malásia e no Vietname. A contracção dos mercados de emprego levou a um influxo de trabalhadores estrangeiros, tanto legais como ilegais. Devido a uma abordagem financeira conservadora e à força das suas empresas, Taiwan sofreu pouco com a crise financeira asiática de 1998-2000, em comparação com muitos dos seus vizinhos. O crescimento em 2000 deve subir um pouco relativamente a 1999, ajudado pela expansão no consumo interno, nas exportações e no investimento privado.
O mercado de prostituição (masculina e feminina) é um fator muito influente na economia paralela.
Taiwan faz parte do tratado internacional chamado APEC (Asia-Pacific Economic Cooperation), um bloco econômico que tem por objetivo transformar o Pacífico numa área de livre comércio e que engloba economias asiáticas, americanas e da Oceania.